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Então pessoal, esses dias na escola tive uma proposta de redação muito interessante, e sobre um assunto muito atual que também não pode estar de fora da vida de nós cristãos… E achei que seria legal postar aqui no nosso blog para vocês. Espero que gostem!

Gabriela Guedes.

“Já parou pra pensar o quanto vocês, humanos, desperdiçam o tempo em função de si próprios? A realidade com a qual eu convivo é diferente! Tenho o privilégio, ou a infelicidade, de ver os contrastes desse mundo. Sou um tênis de uma das marcas mas conhecidas desse planeta, a NIKE. E vou contar a você a realidade por trás das propagandas de TV.

Sabe qual é a trajetória de um produto? Tudo começa pela extração da matéria prima e em seguida vai para a segunda fase: a produção. Esta para mim é a mais importate, pois é onde eu passo a existir.

Sou feito pelas mãos feridas de crianças que ao invés de estarem estudando, são exploradas pelo trabalho. Quando digo exploradas, é em todos os sentidos.

Vejo crianças trabalhando com produtos altamente tóxicos e sem proteção no Afeganistão, em porão de casas no Paquistão, ambientes fechados com gases venenosos como no Vietnã; sendo maltradadas por supervisores, e o pior, trabalhando mas de 12 horas por dia para ganhar alguns centavos.

A NIKE faz isso porque aqui nesses países, eles quase não tem custo com a mão de obra. Uma vez ouvi o próprio diretor dizer que aqui é diferente! As pessoas sabem que precisam trabalhar para sobreviver. Cadê aquilo que vocês chamam de sentimento? Vocês são tão egoístas!

Depois de toda essa realidade miserável, me colocam em caixas. Demoro várias horas sendo transportado por navios e caminhões para o centro do consumismo da Califórnia: Bervelly hills.

A minha visão muda. Vejo pessoas fúteis e insensíveis que diante de qualquer problema que se deparam só encontram uma solução: comprar. Passam metade de seu tempo trabalhando, para a outra metade passar gastando. Ao ínves de lutarem pelos diretos humanos de grávidas trabalhando em condições precárias na Indonésia, cheirando cola o dia todo porque não têm outra escolha; ficam preocupados em adquirir um celular de última geração para não ficar para trás da sociedade.

Alí na prateleira, enquanto penso em tudo isso, chega um adolescente mimado, que me encontra estático, diretamente da fábrica. Ele se encanta e me compra. Mas a alegria é passageira! Em menos de seis meses eu vou para o lixo. Porque não estou mais na moda, não presto mais, e por milhões de outras desculpas que dão.

A minha vida acaba aqui. Mas e a de vocês? Continua nesse círculo vicioso onde ninguém se mexe para alterar nada.

Anda há quem acha que paga caro pelo produto. A verdade é que não pagam quase nada. Ninguém paga por aquilo que compra! Quem paga? É o suor de crianças exploradas, a saúde de grávidas e a natureza com a extração em excesso de seus bens.

E sabe quem é o maior culpado? Você! Que contribui comprando e acaba fazendo os manter a produção do produto. Sim, você que faz do consumo sua forma de vida.”

E agora eu pergunto: E nós como cristãos? Como é que temos agido? Será que Deus se agrada de nosso consumismo? #Reflita.

Essa redação foi escrita baseada em pesquisas e fatos reais. Para saber mais sobre o assunto acesse: O outro lado da históra: Nke; E também assista a esses vídeos muito legais que falam sobre a históra das coisas e o mundo em que vivemos… Eu recomendo!

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UMBIGOCENTRISMO

 

Crônica escrita por André Daniel Reinke

Conheci o humanismo na escola. O contraste com tudo o que eu via na igreja era gigantesco: se nas classes da escola bíblica eu recebia a instrução de que Deus era o centro da história e de tudo o que existe, na escola secular encontrei o homem como o centro. Não poderia haver maior oposição de princípios. Hoje passaram-se mais de vinte anos desde que percebi o choque ideológico, mas creio que a diferença de opinião entre as duas instituições diminuiu sensivelmente. Não que a escola tenha se aproximado de Deus – muito pelo contrário. Foi a igreja que se tornou bem mais humanista, que deslocou o centro de suas aspirações de Deus para o homem. Neste “novo” comportamento, o universo e até mesmo Deus estão girando em torno do nosso umbigo. É isso que chamo de Umbigocentrismo.

Nessa ideia estapafúrdia, alguém decidiu que a vontade de Deus passa pelo nosso sucesso. A “prosperidade do povo de Deus” tornou-se o veículo da pregação do evangelho e a abundância material o sinônimo da bênção divina – ideia bem adequada à competitividade capitalista em que vivemos. Onde isso aparece? Na pregação (talvez camuflada) de que Deus está preocupado em fazer com que nós sejamos ricos, bem-sucedidos e poderosos. Quantas vezes você já ouviu a frase “EU determino”? Ou então “EU quero enriquecer para contribuir mais”, ou “EU vou ser famoso para a glória de Deus”?

Para a glória de Deus? É brincadeira…

É difícil para nós compreendermos corretamente a essência do evangelho. Somos tão bombardeados pela mídia na busca pelo sucesso que perdemos a referência de quem somos de fato: homens. Tomamos o lugar de Deus. Nós simplesmente determinamos e Ele passa a trabalhar para o nosso lucro e conforto.

Mas contra essa atitude temos alguns exemplos veterotestamentários (já que dali saem todos os referenciais de riqueza dos defensores da tal da prosperidade): Jó e os amigos de Daniel.

Jó é um livro que não gostamos muito de ler. Aquela desgraça que se abate sobre o coitado chega a nos constranger. Mas já no início do livro, Jó nos revela o entendimento essencial a respeito de quem ele era e quem Deus é. Após perder tudo, inclusive a saúde, ele disse: “Nu saí do ventre da minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21). Ele podia não compreender as razões de Deus e até gemer contra elas, mas jamais se apartava do princípio básico: Deus é Deus, o homem é homem. Sabia quem era o soberano nessa relação. Se tudo lhe foi restituído depois é apenas porque Deus assim o quis.

Outros que surpreendem são os três amigos de Daniel no episódio da fornalha de Nabucodonosor (Dn 3). Quando rejeitaram a ordem de se curvarem perante a imagem, eles deram uma resposta memorável: “Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre esse negócio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que pode nos livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e da tua mão, ó rei. Mas, SE NÃO, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Dn 3.16-18). Não eram eles que determinariam nada; estavam nas mãos de Deus e isso lhes bastava. Mesmo que para um final trágico. E se Deus os salvou, também foi somente porque quis.

Tanto Jó quanto os amigos de Daniel compreendiam o conceito da soberania de Deus. Nem mais, nem menos. Deus não trabalhava para eles, não girava ao redor dos seus umbigos.

E eles nunca se esqueceram disso.

"... Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos os que crêem; pois não há distinção" Romanos 3.22

Extraído do site http://curiosidadesbiblicas.com.br/curiosidades/categoria/cronicas/